Causa Galiza valoriza os resultados da campanha contra ‘La Vuelta a España’ 2014


A finais de agosto, anunciamos publicamente o início dumha campanha contra a presença na Galiza de La Vuelta a España, que visitaria o país nos dias 10, 11, 12, 13 e 14 de setembro. O trabalho desenvolvido nestas semanas para denunciar esta tentativa de injectar espanholidade através do desporto, à vez que esbanjar o dinheiro público quando se detraz de todo tipo de necessidades sociais, dá pé às seguintes valorizaçons que queremos fazer púbilcas:

1.       Causa Galiza empregou-se a fundo para visibilizar com a campanha Fora ‘La Vuelta’. Galiza nom é Espanha a existência dum sector do povo galego e dum conflito político em defesa da condiçom nacional da Galiza e da reivindicaçom independentista. Nesta ocasiom, por meio da oposiçom à prova desportiva. Colagem de cartazes, pintadas nas estradas, murais, faixas, reparto de folhas de denúncia, etc. contribuírom para evidenciar este pulso estratégico de projetos políticos.

 

2.   Achamos muito positiva a ativaçom de distintos agentes socias e políticos nacionais para respostar a La Vuelta e dar maior dimensom à contestaçom nacional. O labor de coordenaçom que nalgumha tirada jogou  Siareir@s Galeg@s facilitou que se planificassem e otimizassem os esforços coletivos, respostando como povo, e aponta um caminho a seguir em eventos similares no futuro.

 

3.       O Estado espanhol empregou-se a fundo na repressom para invisibilizar o protesto. De facto, para umha organizaçom de reduzidas dimensons como a nossa, o saldo repressivo é importante: umha pessoa agredida por antidisturbios, 11 propostas de sançom administrativa, 18 identificaçons policiais e o roubo policial “preventivo” de plantilhas e pintura a um grupo de militantes que participava na campanha. As cifras globais da repressom som sem dúvida superiores, porquanto afetam mais coletivos e organizaçons e evidenciam a importáncia política que o Estado deu ao silenciamento da oposiçom à prova.

 

4.      A cumplicidade mediática para ocultar a contestaçom foi praticamente unánime. Assim, por exemplo, a cadeia espanhola TVE1 que retransmitia a crono celebrada em Compostela fijo o impossível –sem sucesso- por ocultar a presença de bandeiras galegas e reivindicaçons independentistas na recta final da prova. Esta cumplicidade estendeu-se à cobertura ideológica de La Vuelta. A cadeia pública TVG alegou que esta favorecia a “promoçom turística” internacional da Galiza e, incluso, argumentou como “benefício para o país” o maciço e fugaz ingresso de dinheiro que supujo a presença de centenas de pessoas ligadas à prova desportiva para várias cadeias hostaleiras e turoperadores internacionais.

 

5.        A administraçom autonómica destinou quase 290.000 euros a fundo perdido para a entidade organizadora em concepto de “promoçom turística”. Mais umha vez, ao tempo que esgana o desporto de base com as políticas de austeridade e mercantiliza aquel, a Junta incide no paradigma erróneo da turistificaçom e o aumento do peso do sector turístico no PIB nacional como alternativa (?) sócio-económica para o país. Prova de que esta é umha via falida é que som as comarcas turistificadas algumhas das que mantenhem níveis mais altos de desemprego, precariedade e emigraçom juvenil.

 

6.     Achamos imprescindível seguir desenvolvendo simultaneamente umha estratégia de construçom nacional que nesta fase de resistência concilie a afirmaçom da galeguidade com umha negaçom explícita e desacomplexada da espanholidade, procurando evidenciar o conflito subjazente entre duas identidades e projetos politicos.

 

Na Terra, em 16 de setembro de 2014