O machismo tem muitas facianas. Todas elas violentas. Combatamo-lo.

 

Celebra-se o Dia Internacional contra a Violência de Gênero. Mais um ano, a data dá pé, junto à mobilizaçom feminista nas ruas do país, à habitual campanha reducionista de meios e instituiçons que pretende constranger esta lacra contra a que luitamos as mulheres galegas, à violência física, quando a realidade é que a violência machista é um elemento estrutural e fundante do modelo sócio-económico patriarcal e colonial que padecemos.

 

A nossa organizaçom acha que este caráter estrutural e ambiental da violência machista exprime-se em todos os ámbitos da nossa existência como mulheres, da educaçom que impom roles subordinados a meninas e rapaças às relaçons laborais, do reparto machista de padrons de comportamento às políticas ditas de igualdade que evitam abordar a cerna da problemática, da utilizaçom pública da imagem das mulheres aos mais recónditos comportamentos psicossociais.

 

Sete galegas assassinadas em 2014 som –junto à onipresença da violência física contra as mulheres- a expressom mais selvagem desta misogínia genética do modelo social, mas o combate urgente das manifestaçons mais sangrantes desta deve servir também para desvelar que esta violência que a casta institucional e empresarial rechaça com afetaçom está também inserida nas políticas laborais, económicas, educativas, etc. que implementa o Estado e as suas instituiçons na Galiza.

 

Que 58.000 mulheres galegas entre 15 e 34 anos tivéssemos que abandonar o país desde 2008 para procurar vida fora, que as nossas pensons sejam por regra geral 53.7% inferiores às dos homes, que todo o relativo aos cuidados e a dependência recaia sobre as nossas costas, ou que o desemprego feminino se duplicasse desde 2008, som frios dados estatísticos que, no entanto, desvelam a necessidade dumha mudança profunda do sistema sócio-económico e político.

 

A auto-organizaçom e a luita é, como frente a outras problemáticas que enfronta dia após dia o nosso povo, o único caminho possível para avançar e debilitar a curto prazo este esquema inaceptável, identifcando e combatendo o machismo em todas as suas expressons, aparentes ou veladas, elevando o nosso nível de auto-exigência coletiva nos movimentos populares e convertendo a luita feminista numha dinámica transversal que envolva todo a construçom do independentismo e das luitas populares no nosso país.

 

Mobilizaçons

 

Causa Galiza chama a secundar as mobilizaçons convocadas para hoje polo movimento feminista:

 

Vigo: terça-feira 25 às 20:00 h. manifestaçom desde a Farola de Urzaiz

 

Ourense: terça-feira 25 às 20:30 h. na Praça do Ferro

 

Ferrol: terça-feira 25 às 20:00 h na Praça da Escola de Fene

 

Compostela: terça-feira 25 às 20:00 h na Praça 8 de Março

 

Ponte Vedra: terça-feira 25 às 20:00 h na Praça 8 de Março

 

 

Crunha: terça-feira 25 às 19:00 h. no Obelisco.