Causa Galiza exige responsabilidades policiais e políticas polo assassinato do cidadám galego Francisco Javier Romero Taboada

 

Causa Galiza condena o assassinato fascista produzido onte em Madrid na pessoa do cidadám galego Francisco Javier Romero Taboada, Jimmy, a maos de indivíduos da extrema direita ligados e fomentados polo clube desportivo Atlético de Madrid. Denunciamos aliás o amparo argumental, a justificaçom indireta e a trivializaçom que a prática totalidade de meios de difusom, autoridades desportivas e corpos policiais espanhóis concedérom e concedem ao homicídio.

 

O crime evidencia as consequências mais agudas da toleráncia com o fascismo que tradicionalmente praticam as diretivas de muitos clubes espanhóis, que chega até declaraçons como a efetuada onte após o assassinato polo ex militante de Fuerza Nueva e presidente da Liga de Fútbol Profesional, Javier Tebas Medrano, assim como a campanha que desenvolvem agora as principais cabezeiras informativas para criminalizar Romero Taboada, culpabilizá-lo da sua própria morte e equiparar as responsabilidades de vítimas e verdugos.

 

Distintas varas de medir

 

Denunciamos, por último, a conivência dos corpos repressivos com a extrema direita. Conivência que é histórica e caraterística do período franquista, mas, a posteriori, perpetuada no regime constitucional fraguado em 1975-1978. É significativo ao respeito que a tese fitícia da cita de siareir@s de ambos clubes para, presuntamente, se confrontarem fisicamente, fosse desconhecida para a Polícia espanhola quando era de conhecimento de dezenas de pessoas e, aliás, que esta nom ativasse os protocolos existentes para impedi-lo apesar de se tratar de umha situaçom que do ponto de vista policial seria “de alto risco”.

 

Resulta sintomático, também, que enquanto a simbologia nacional das siareiras e siareiros galegos é motivo de identificaçons policiais, registos e proibiçons nos estádios espanhóis “por incitar à violência”, exista a mais ampla permissividade para a presença da extrema direita e a exibiçom pública de simbologia nazi-fascista nas instalaçons desportivas e fora delas. A dupla vara de medir é, pois, umha realidade objetiva irrefutável e responde aos critérios do supremacismo espanhol.

 

 

Detençons e ilegalizaçom

 

Estamos cientes de que, mais umha vez, materializará-se a cumplicidade dos aparatos policiais do Estado para velar ou minimizar as consequências penais e penitenciárias do assassinato. Cans da mesma camada nom se travam entre eles. O estrito Estado policial que se reserva para a contençom e a repressom do independentismo nom afeta à extrema direita espanhola, que convive em perfeita harmonia com os poderes nucleares do regime atual.

 

No entanto, Causa Galiza exige a detençom e encarceramento dos assassinos de Francisco Javier, a depuraçom de responsabilidades policiais e políticas pola inibiçom demonstrada ante a atuaçom da banda fascista Frente Atlético, a sua ilegalizaçom e disoluçom e a demissom das autoridades desportivas que evidenciárom onte, além de cumplicidade com o fascismo, umha indolência sangrante ante o assassinato e a caraterística xenofobia espanhola face o povo galego.

 

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