Causa Galiza denuncia a construçom dumha variante da N-550 ao seu passo por Valga e Ponte Cessures 


A política colonial de infraestruturas do Estado espanhol na Galiza volve à cerna da conflituosidade. A vizinhança de Valga e Ponte Cessures denuncia que o Ministerio de Fomento aprovou em 30 de dezembro a construçom dumha variante da N-550 ao seu passo por ambas vilas que supom a destruiçom de várias hetares de monte arvorado e a demoliçom de dezenas de vivendas construídas no seu dia com duro esforço económico por parte das famílias da comarca.

O projeto decorreria em paralelo à AP-9 e conlevaria a transformaçom de Valga numha “rotunda”, assim como a extinçom do já escasso comércio local que ainda resiste nesta vila. Neste sentido, a plataforma vicinal criada para dinamizar a luita popular contra esta infraestrutura exprimiu o seu rechaço a todas as variantes propostas por Fomento por achá-las socialmente desnecessárias.

Justificaçom inexistente


A obra projeta-se para solventar um inexistente problema de circulaçom neste tramo da N-550, já que os carros circulam nele a razom de um cada 30 segs. No entanto, para justificar a atuaçom, o Ministerio de Fomento elegeu para as análises de tráfico prévias dias extraordinários como a Páscoa padronesa, certas jornadas de volta da praia, etc., pretendendo sustentar assim a “necessidade” da infraestrutura.

É evidente contodo que, mesmo sem questionar o atual paradigma de transporte, há fórmulas mais suaves do ponto de vista sócio-económico e ambiental para solventar o presunto problema como é a negociaçom da gratuidade das portagens neste tramo da AP-9 propriedade da transnacional estadounidense Citigroup, a potencializaçom e abaratamento do transporte público por estrada e caminho de ferro na comarca de Caldas e a beira sul da Ria de Arousa, etc.

Interesses económicos e dependência política

O projeto para a N-550 pom a nu as consequências de a política de infraestruturas estar sob exclusiva soberania espanhola e parámetros coloniais. Aliás, evidencia a perspetiva com que o Estado olha o território nacional: um simples espaço físico no que fazer negócio e facilitar a circulaçom de mercadurias, obviando as necessidades sócio-económicas e ambientais das populaçons assentadas e a racionalidade global do transporte em termos sociais e ecológicos.

Que construtoras amigas do Partido Popular, com importantes ligaçons políticas e financeiras com a extrema direita institucional, sejam quem se lucrarám com os contratos para a construçom da infraestrutura dá-nos umha outra chave do sentido da operaçom e a urgência de apontoar a luita vicinal como umha parte da luita contra a depredaçom do nosso território.