Causa Galiza solicita à companhia aérea 'Norwegian' que identifique a imagem de Rosalia como “Galician author”

 

A companhia aérea norueguesa Norwegian fijo pública nesta semana a sua intençom de que o estabilizador vertical do seu Boeing 737-800 mostre a imagem de Rosalia de Castro. Alega a empresa escandinava para explicar a sua escolha o compromisso da escritora galega com a “recuperaçom do galego como língua de cultura” e “o seu papel na emancipaçom da mulher”. A proposta inclue aliás sob o nome da escritora galega a inscriçom em inglês Spanish author.

A decisom e o argumentário que a fundamenta só podem ser motivo de elógio sendo Noruega um país com o que a Galiza tivo importantes relaçons económicas e culturais antes de cair no campo gravitatório espanhol. Escusamos dizer que o Governo espanhol, com competências exclusivas em matéria aeroportuária graças aos pactos constitucionais de 1978 e o Estatuto de Autonomía, jamais fijo um reconhecimento similar. É mais: os acenos produzidos neste sentido fôrom, sempre, tentativas de assimilaçom, despolitizaçom e esvaziamento de significado real.

Ao fio desta informaçom, Causa Galiza lançou nesta semana umha campanha nas redes sociais para solicitar a Norwegian mais um passo adiante neste reconhecimento: identificar Rosalia de Castro como Galician author, que é o que lhe corresponde à de Padrom, tanto por fazer parte indiscutivelmente do sistema literário galego, como polo seu compromisso em vida com a construçom e a emancipaçom nacional da Galiza.

 

Sentido da proposta

 

A iniciativa pretende suscitar o debate social sobre a condiçom galega, por própria vontade, da nossa escritora nacional. Sabemos que, por parte das autoridades políticas e académicas espanholas, existe umha tentativa histórica permanente de deturpar e esvaziar Rosalia de significaçom feminista e dum compromisso nacionalista que evidenciou na sua trajetória vital e política e na sua obra, por exemplo, quando no poema A Gaita Gallega (1863) advertia Probe Galicia, non debes chamarte nunca española”.

Pretendemos, assim, contribuir desde as nossas forças para a recuperaçom e dignificaçom dum significante manipulado e apelamos à sociedade galega a fazer sua a iniciativa e multiplicar as iniciativas e pressons para o seu sucesso. Rosalia, como é sabido, é um símbolo que é a antítese dum sistema literário galego como subsistema do espanhol e, sobretodo, da Naçom galega como um sub-pais à procura dum impossível e desnecessário “encaixe cómodo” no Estado espanhol.

 

Pressons diplomáticas e comerciais

 

Estamos conscientes de que o Estado, que historicamente inviste poderosas energias para laminar a identidade e dignidade galegas, à vez que diz negar importáncia à que risca despetivamente de “questom identitária”, despregará iniciativas diplomáticas e comerciais para evitar a materializaçom do objetivo, porque apenas aceta umha galeguidade submissa, débil, dependente e subordinada à centralidade do poder espanhol. Posiçom que é compartilhada, paradoxalmente, por certos setores galeguistas e nacionalistas, e com a que se encara esta iniciativa.