Causa Galiza reclama à administraçom autonómica a suspensom da projeçom de '50 sombras mais obscuras'

 

Causa Galiza denuncia a estreia nos cinemas do País do filme estadounidense 50 sombras mais obscuras, por se tratar dum produto estândar da indústria norteamericana que normaliza a violência machista e naturaliza a humilhaçom, a degradaçom, o isolamento, a possessom e o abuso físico e emocional sobre as mulheres, para além de perpetuar o mito do amor romântico, que nos relega a roles subordinados e dependentes nas relaçons afetivas.

É contraditório que, enquanto se lançam campanhas institucionais contra a violência de género, se naturalice esta nos circuitos privados através de produtos culturais como o citado. Sintoma da insuficiência deste tipo de iniciativas públicas é o continuado incremento interanual da violência de género nas faixas de idade mais permeáveis ao consumo destes produtos e à homogeneizaçom cultural, isto é, a mocidade, onde em 2016 se registou um aumento de 15% das denúncias por violência de género a respeito de 2015.

Reclamamos à administraçom autonómica
a suspensom da projeçom de 50 sombras

Causa Galiza exige à administraçom autonómica que, cumprindo a Lei 11/2017 de prevençom e tratamento integral da violência de género, suspenda a projeçom do filme por vulnerar o seu art. 11.1, que recolhe que “nos meios de comunicaçom social que atuem no âmbito de Galiza evitará-se a realizaçom e difusom de conteúdos e anúncios publicitários que a médio do seu tratamento ou posta em cena justifiquem, banalizem ou incitem à violência de género, ou nos que se contenham, tácita ou implicitamente, mensagens misóginas ou que atentem contra a dignidade das mulheres”.

Convidamos aliás à sociedade galega à inassistência e boicotagem à projeçom do filme, assim como à utilizaçom dos meios que permitam estender um estado de opiniom socialmente refratário a este tipo de produtos culturais. A expansom da sensibilidade social frente à violência machista exige, também, instalar o conflito em ámbitos onde esta é inquestionada ou apresentada com um envoltório de “normalidade”.