Causa Galiza chama a secundar as mobilizaçons dos movimentos feministas contra a violência machista

 

Umha mulher foi assassinada na Galiza nesta noite num novo caso de violência machista. De Causa Galiza, além de chamar a secundar as mobilizaçons que convocam os movimentos feministas, queremos incidir numha ideia que da nossa ótica é essencial: o feminicídio é o sintoma mais extremo e brutal da violência de género que, de jeito direto e indireto, consciente ou inconsciente, impregna o corpo social galego. Só atuando sobre o domínio estrutural das mulheres polos homes é imaginável por couto à lacra.

O assassinato de Maria J. M. impatou na consciência coletiva dado o selvagismo das suas circunstáncias. No entanto, o caso é, com o seu dramatismo, mais um crime no ronsel de assassinatos e agressons machistas. A atuaçom resolutiva contra a lacra exige abordagens multidisciplinares, que englobem nom só medidas judiciais e securitárias de urgência, que também, mas, sobretodo, políticas económicas, educativas, laborais, natalícias, etc. e alternativas de futuro que debilitem e eliminem o domínio machista.

Achamos que, embora muitas destas políticas se podem e devem arrincar no atual quadro jurídico-político, através da sensibilizaçom social, a mobilizaçom e a pressom, é inviável erradicar a praga deixando intata a dependência colonial que empobrece a maioria social e, em especial, as mulheres, e possibilita os cenários de dependência económica que fam parte da problemática. Do mesmo jeito, valorizamos que  suporia um cenário qualitivamente superior ao atual, onde a Igreja Católica fai parte da cerna institucional do Estado.

Urge exigirmos medidas imediatas e a aplicaçom rigorosa de certas normativas já existentes, numha estratégia de urgência e de supervivência, mas também delinear políticas, cenários coletivos e estratégias a futuro que possibilitem imaginar as condiçons sociais, políticas e económicas da extirpaçom deste cancro social.