Causa Galiza chama a participar na manifestaçom anti-taurina deste sábado en Ponte Vedra

A iniciativa popular Touradas fora de Ponte Vedra convoca neste sábado umha manifestaçom para exigir o fim da colaboraçom económica da câmara municipal com os festejos taurinos, a sua erradicaçom da vila e, por extensom, a sua aboliçom definitiva na Galiza. Causa Galiza exprime o seu apoio explícito à convocatória, que respaldam já por volta de umha centena de agentes sociais e políticos, e apela à máxima participaçom para avançar na aboliçom definitiva da tauromaquia neste País.

Junto à crescente sensibilizaçom social face o maltrato animal, que tem no rechaço ao espetáculo selvagem das corridas de toros umha das expressons estelares, som múltiplas as motivaçons para estarmos em Ponte Vedra. Dados do Ministerio de Cultura desvelavam recentemente por exemplo que só 0.2% da populaçom da CAG assistira em 2016 a um espetáculo taurino. A estatística nom dá nem retira razons, mas neste caso delata a nula popularidade desta “festa” espanhola na Galiza.

Projeto de espanholizaçom e negócio

Existe contodo umha constante pressom institucional e política para mudar esta realidade social e introduzir este “espetáculo” através da declaraçom como Bien de Interés Cultural, o apoio logístico e económico estatal, a rebaixa do “IVE dos Touros” acordada nos pactos entre PP e C's para investir o atual Governo espanhol, as iniciativas municipais de PP e PSOE para calçar a tauromaquia nas programaçons festivas locais à conta do erário público, ou o seu financiamento indireto, como acontece no caso de Ponte Vedra.

É impossível nom identificar nesta obcecaçom institucional umha tentativa de espanholizaçom e de construçom dum imaginário simbólico que projete a Galiza como destino turístico da Marca España no mercado estatal e internacional. Como galegos e galegas, como independentistas, situaremo-nos sempre à frente das políticas de turistificaçom da economia nacional e de utilizaçom colateral desta estratégia, que multiplica a precariedade laboral e a dependência, para laminar e substituir a nossa identidade como povo ao serviço dos de sempre.