Valorizaçom de Causa Galiza perante a mensagem do Chefe do Estado espanhol sobre o conflito catalám

 

   Perante a comunicaçom emitida em 3 de outubro de 2017 polo rei de Espanha Felipe VI sobre a situaçom em Catalunha e a posiçom do Estado espanhol perante o atual desenvolvimento deste conflito político que, como o nosso, é já histórico, a organizaçom independentista Causa Galiza quere declarar o que segue perante o nosso povo:

1º Felipe VI vem de emitir umha explícita declaraçom de guerra contra o povo catalám por exercer, do único jeito possível, inconstitucional e unilateralmente, o seu legítimo direito de autodeterminaçom. Da mesma, induz-se a continuidade da escalada repressiva iniciada com a tomada policial e militar de Catalunha durante o referendum de autodeterminaçom de 1-O, dando novos saltos qualitativos como a previsível aplicaçom de facto do art. 155 da Constituiçom pós franquista, a detençom e encarceramento de dirigentes polític@s e institucionais, ou a eventualidade dumha deriva involutiva do regime. A tese independentista sobre a inviabilidade de democratizar minimamente o Estado espanhol constata-se por enésima vez.

2º Neste cenário, ativar a mobilizaçom popular torna-se imprescindível. Alentamos portanto os agentes sociais, sindicais e políticos do País a estarmos em alerta permanente perante a evoluiçom dos acontecimentos em Catalunha, por um dever de solidariedade internacionalista e porque, neste momento, a única esperança de rutura do regime neofranquista espanhol deriva do sucesso do processo em curso no país mediterráneo. A mobilizaçom de massa é neste sentido o instrumento de conscientizaçom e pressom popular para travar os planos de afogamento repressivo do exemplar povo catalám e reformar ou reajustar o regime neofranquista espanhol.

3º Da nossa ótica, e para além de posiçons defensivas, urge que os agentes sociais e políticos nacionais compartilhem umha perspetiva genérica própria de superaçom do Estado e do regime espanhóis e dos cenários de empobrecimento, fascistizaçom e espanholizaçom a que nos condena. Esta perspetiva deve pivotar na nossa opiniom sobre dous eixos básicos imprescindíveis: a criaçom das condiçons necessárias para o exercício unilateral do direito de autodeterminaçom do povo galego e a assunçom explícita da opçom independentista como única via possível de avanço face umha democracia política e sócio-económica digna de se qualificar desta maneira.

Na Terra, em 3 de outubro de 2017

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