Causa Galiza denuncia a involuçom geral que ativa o Estado espanhol com a aplicaçom do artigo 155

 

   A organizaçom independentista Causa Galiza, perante a decisom adotada hoje polo Consejo de Ministros de aplicar o art. 155 da Constituiçom espanhola à administraçom autonómica e ao povo catalám, quere fazer públicas as seguintes reflexons e declaraçons:

Condenamos a ativaçom do art. 155 por parte do Executivo espanhol como instrumento para paralisar o processo democrático e popular de autodeterminaçom em curso em Catalunha. A própria existência deste recurso jurídico -junto à supressom do direito de autodeterminaçom e o preceto constitucional da “indisolubilidade” do Estado espanhol- delata o gravíssimo déficit democrático do texto constitucional patuado na Transición.

2ª A ativaçom do art. 155, para além da sua aparência pontual, cirúrgica ou urgente, mostra a inconsistência da atual descentralizaçom administrativa e, sobretodo, a pretensom estratégica do Estado espanhol de “recuperar” o terreno competencial que entende “cedido” no seu dia. Assistimos, pois, além da imediatez dos acontecimentos, a um processo involutivo de calado para afortalar a posiçom política e económica da oligarquia espanhola e inviabilizar os projetos nacionais nom-espanhóis.

3ª Neste momento, o dilema para o povo catalám, vista a inexistência de possibilidades de “diálogo” ou “negociaçom”, e a defesa que a UE fai da unidade estatal espanhola, é proclamar unilateralmente a independência e organizar-se para efetivizá-la e defende-la, ou fazer-se vítima do processo involutivo que já cozinha o regime espanhol com o apoio de PP, PSOE e Ciudadanos e a posiçom sempre hesitante, insuficiente e contraditória, quando nom abertamente colaboracionista, da nova esquerda espanhola.

4ª Como galegas e galegos, devemos tirar do momento atual importantes reflexons para o futuro do nosso próprio processo de liberaçom nacional: a imaginada via estatutária, em que no seu dia muit@s nacionalistas deitárom esperanças para a construçom nacional da Galiza, cega-se por decisom unilateral do Estado. A todas luzes, isto simplifica as opçons de futuro: a continuidade imparada do processo de espólio territorial, pauperizaçom social e assimilaçom identitária, ou a ativaçom dumha defesa integral do País que deve contar com a implementaçom dum processo independentista capaz a curto prazo de resistir à iniciativa do Estado e, a meio e longo, de avançar face a constituiçom da República Galega.

Na Galiza, em 21 de outubro de 2017

 

 

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PRIMEIRO, A INDEPENDÊNCIA NACIONAL 

Necessitamos com urgência ser umha naçom livre e constituir o nosso próprio Estado ao serviço da maioria social. A rutura com Espanha é chave e inicia-se agora. É umha questom de dignidade coletiva. É a ponte que nos permtirá transitar face um novo modelo sócio-económico no nosso país.

 

 

SOMOS SOCIALISTAS

 Luitamos dia após dia em defesa da classe trabalhadora e das classes populares galegas para construir o socialismo na Galiza. Um socialismo que supere o patriarcado e a opressom das mulheres polos homes. Um socialismo identitário. Um socialismo fundamentado nos órganos de poder popular construidos no processo de liberaçom nacional.

 

 

AUTO-ORGANIZAÇOM POPULAR

 Avançarmos face o horizonte da independência nacional e o socialismo exige preparar-se para umha luita complexa e estarmos dispostas para enfrentar as resistências que oporá a oligarquia espanhola. O conflito de projetos políticos é umha parte, inevitável, deste caminho que as e os independentistas galegos denominamos processo de liberaçom nacional e social.