Exigimos o arquivo do processo repressivo aberto a Emílio Cao e chamamos à resposta massiva, compacta e contundente

 

Emílio Cao é o jovem galego que em março de 2014 foi detido em Madrid no decurso das Marchas da Dignidade. Ao remate da mobilizaçom, os antidisturbios cargárom provocando dezenas de pessoas detidas e contusionadas. Agora, quase 4 anos depois, Cao enfrenta-se a umha petiçom do Ministerio Fiscal de 5 anos e 8 meses de prisom e 6.000 euros de sançom por “desordens públicas”, “atentado” e “resistência à autoridade”, que som tipos delitivos sistematicamente aplicados a manifestantes.

É intranscendente, da nossa ótica, se Cao é “inocente” ou “culpável” das acusaçons que verte sobre ele a Polícia espanhola. Só recordar que este mesmo corpo atribuiu os supostos incidentes de 2014 a umha imaginária “cisom de Resistência Galega” (?) composta por “entre 200 e 250 radicais” que se teria deslocado a Madrid para perpetrá-los. O realmente significativo é que Cao se senta no banco dos acusados por fazer parte de setores da mocidade galega que renunciam à passividade cúmplice e exigem condiçons dignas de vida e de trabalho na própria Terra. Esta é a última e única causa de que esteja agora no ponto de mira da repressom.


Exemplarizaçom repressiva


O processo repressivo em curso procura esfarelar a vontade política dumha pessoa, mas, sobretodo, e por cima de todo, executar perante os olhos de milhares e, em especial, de moços e moças galegas que se incorporam à luita, um processo de exemplarizaçom repressiva que assente nas suas consciências a idea de que a submissom e o silêncio som as únicas atitudes permitidas e que a luita política se pagará com repressom política. Nada novo ou desconhecido, por outra parte, para anteriores geraçons de galegos e galegas.

Quando a repressom trava, só existe umha resposta acetável: proclamar aos quatro ventos a vontade de luita e a própria integridade e arroupar de jeito compacto e unánime as pessoas retaliadas. Hoje, os setores sociais e políticos galegos que formulamos perspetivas de rutura ou de simples crítica do regime espanhol somos interpelados direta ou indiretamente neste processo. Causa Galiza exprime, portanto, a sua plena disposiçom para colaborar com todas as iniciativas que persigam a denúncia do processo repressivo e a solidariedade através da mobilizaçom.