Até sempre, companheiro Alfredo

Com o coraçom ainda encolhido após conhecermos a notícia da tua marcha, queremos fazer-te desde aqui o último e humilde reconhecimento e homenagem à tua entrega sempre sincera e desinteressada na luita, que se viu impedida nos últimos tempos pola gravidade da doença crónica que enfrentache com umha dignidade e resistência admiráveis.

Nobre, entregado, patriota, preocupado com os teus companheiros e companheiras até cansar-nos em ocasions; constante, como bom conhecedor da máxima de que só quem resiste ganha, desprendido em extremo, namorado dumha Terra da que te maravilhava a sua riqueza, mas sabias habitada por mulheres e homens empobrecidos, inimigo das comodidades, entusiasta da beleça da nossa Pátria, combativo sem calcular as consequências...

De ti, ficará em todos nós a tua disposiçom a arrostar obstáculos imensos, a sensibilidade com quem estám nas cadeias como resultado do seu compromisso militante, ou o teu orgulho de seres da terra de quem, se calhar, foi “o primeiro independentista galego” da história, Antolim Faraldo, com um monolito próximo da casa sindical onde vivias.

Que a Terra que tanto amaste te abrace com a mesma força que a quigeste, Alfredo.
Descansa em Paz, companheiro. Até a Vitória sempre!

DMQE