Causa Galiza chama o povo galego a saír em massa para a rua contra a reabertura da megamina de Touro e O Pino

Megaminaria colonial de manual na comarca de Arçúa. A sociedade instrumental Cobre San Rafael, promovida pola transnacional Atalaya Mining, com capital chinês e suíço, e por Explotaciones Gallegas, que é a proprietária dos terrenos, pretende reabrir a megamina de cobre claussurada em 1986 nos termos municipais de Touro e O Pino. A oposiçom ao projeto e o conflito irreconciliável de interesses estám em marcha. Joga-se o presente dumha comarca e do próprio País.

Extraçom prevista de 356.000 Tm. de cobre, remoçom de 277 milhons de Tm. de rocha através de voaduras a executaria —as mais importantes— a razom de 6 diárias, consumo anual de 2.5 milhons de m3 de água, instalaçom de 2 balsas de metais pesados e lodos tóxicos com alturas de 81 e 54 mts., umha superfície afetada equivalente a 540 campos de fútebol de tamanho médio, etc. som alguns dados que, telegraficamente, dam ideia da magnitude do destruiçom prevista.

O projeto de Cobre San Rafael, segundo denuncia o movimento popular de oposiçom, além de um exemplo da espoliaçom colonial, com a administraçom autonómica como tramitadora, implica a contaminaçom dos solos e rios da comarca —confirmada, mesmo, por Águas da Galiza—, a inviabilidade de outros usos —florestal, gadeiro, agrícola, etc.— com as suas sequelas de desertizaçom demográfica e a instalaçom a menos de 40 kms. da Ria de Arousa dumha bomba ambiental capaz de estragar em questom de horas um dos ecosistemas mundiais de maior produtividade de biomassa.

Autonomia colonial

"No tengo la más mínima duda de que se va aprobar", afirma convencido o conselheiro delegado de Cobre San Rafael, Alberto Lavandeira, sobre a concessom por Sam Caetano dos permissos precisos para reabrir a megamina. O papel da administraçom autonómica em relaçom ao projeto é, de novo, a tramitaçom burocrática da espoliaçom. Quem agora se apresta a dar o salto à liderança estatal do PP é, igual que com eólicas, térmicas, barragens, regassificadoras, etc., entusiasta valedor da iniciativa empresarial.

Como pano de fundo, a planificaçom económica espanhola e um quadro jurídico-político que possibilita a conversom do nosso território num queijo Gruyère da megaminaria transnacional, espoliando os nossos recursos naturais, laminando setores produtivos que garantem a fixaçom de populaçom no território, contaminando rios e solos e estendendo um regueiro de desertizaçom demográfica e destruiçom da naçom galega por terra, mar e ar.

Luita é o único caminho

A auto-organizaçom popular, a mobilizaçom e a pressom social continuada som as ferramentas com que conta o povo galego para se defender de projetos como este que pretende instalar-se na Arçúa. Através da luita popular continuada é possível -como já aconteceu em Corcoesto- parar os pés às transnacionais, a administraçom autonómica e o Estado espanhol. Por isso, neste domingo, Causa Galiza chama o povo galego a acudir em massa à manifestaçom nacional convocada em Compostela.