Causa Galiza chama a partidos, sindicatos e coletivos sociais a articular umha ampla resposta de País frente ao 40º aniversário da Constituiçom espanhola

O regime neofranquista prepara a celebraçom do 40º aniversário da Constituiçom espanhola de 1978 com umha intensa campanha propagandística. Na Galiza, trata-se, num cenário marcado pola grave crise de legitimidade que o afeta e o processo ruturista em curso em Catalunha, de reforçar o assentimento social à fraude histórica da Transición Democrática e procurar a cumplicidade da sociedade galega na defesa da sacrosanta unidad de España.

O texto em questom, que configura junto ao Estatuto de Autonomía a pedra angular do atual regime político, materializa um projeto essencialmente antidemocrático para a Galiza, que se cimenta na negaçom do nosso direito à autodeterminaçom, a prevalência jurídica da posiçom de privilégio da oligarquia colonial e a imposiçom dumha monarquia estrangeira legada polo fascismo.

Por se estas caraterísticas fossem insuficientes para riscar de antidemocrático o atual quadro jurídico-político, é preciso recordar, num tempo em que se exigem maiorias qualificadas para legitimar processos de independência, que a vigência da Constituiçom espanhola e o Estatuto de Autonomía na Galiza carece dum requisito imprescindível em qualquera democracia formal: umha maioria de votos nos respetivos referenduns celebrados na Galiza administrativa.

Resposta de País

Neste marco interpretativo, Causa Galiza acha necessário opor hoje à cerimónia institucional de exaltaçom do regime espanhol e de negaçom do nosso direito de autodeterminaçom a contestaçom conjunta dos partidos, sindicatos, organizaçons sociais e setores populares que reclamamos umha autêntica democracia para a Galiza que só pode pivotar no livre exercício deste direito.

Neste sentido, convidamos os citados agentes à assembleia aberta a celebrar em 29 de setembro em que se estude a articulaçom desta contestaçom de País, plural, supra-partidária e popular, que se nuclee por volta da impugnaçom do atual quadro jurídico-político, a aposta no exercício do direito de autodeterminaçom e a defesa dum horizonte de soberania e independência nacional como única opçom realmente democrática possível.

Anexamos a continuaçom a carta e a listagem de entidades e agentes convidados a este encontro à espera de que se amplie com novas incorporaçons:

Organizaçons e coletivos políticos

Agora Galiza
Anova-Irmandade Nacionalista
Assembleia Nacional Galega (ANG)
Bloque Nacionalista Galego (BNG)
Colectivo Nacionalista de Marín (CNM)
Compromiso por Galicia (CxG)
Frente Popular Galega (FPG)
Fronte Obreira Galega (FOGA)
Galiza em Rede
Ligando
Movemento Galego ao Socialismo (MGS)
Partido Comunista do Povo Galego (PCPG)
Unión do Povo Galego (UPG)

Sindicatos

Confederación Intersindical Galega (CIG)
Central Unitaria de Traballadoresas (CUT)
Federación Rural Galega (Fruga)
Sindicato Labrego Galego (SLG)

Organizaçons juvenis e estudantis

Asemblea Nacional das Estudantes Galegas (ANEGA)
Briga
Erguer
Galiza Nova
Isca!

Associaçons, plataformas e coletivos sociais

Asociación Cultural A Galleira
Asociación Cultural Arrulique
Asociación Cultural Cultura do País
Associaçom Cultural A Gentalha do Pichel
Associaçom Cultural Xebra
Ceivar
Centro Social A Revolta do Berbês
Centro Social Fuscalho
Centro Social Gomes Gaioso
Centro Social Mádia Leva!
Colectivo Terra
Espazo Creativo Cultural Caleidoskópico- A Cova dos Ratos
Fundaçom Artábria
Local Social Faísca
Mar de Lumes-Comité Galego de Solidariedade Internacionalista
Marcha Mundial das Mulheres (MMM)
Mulheres Nacionalistas Galegas (MNG)
Vía Galega

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