1º de Maio: contra Espanha e o capital, organizaçom e luita

Ficam já muito atrás as promessas do PSOE de recuperaçom dos direitos conculcados pola mais agressiva reforma laboral das últimas décadas; mais umha promessa baleira para conseguir a paralisia e a confusom dos sectores que luitam.

Em qualquer caso, os dados que ilustram o panorama social e laboral galego seguem a falar por si sós sem necessidade de grande explicaçom: taxas de desemprego que superam o 13 %, e um paro juvenil superior ao 21 %; absoluto predomínio na mocidade de contratos precários (três de cada quatro) e extensom mais que preocupante dos contratos a tempo parcial (um de cada cinco); a isto somamos um processo sistemático de vaziado da nossa Terra para impedir qualquer possibilidade de futuro: desde o ano 2009 até 2016, fôrom 207 000 pessoas as que emigrárom; 80 000 delas, eram menores de 35 anos. Aliás, qualquer dos dados sobre a realidade laboral vem agravar-se quando atinge às mulheres, normalmente vítimas de duplas jornadas laborais, e responsabilizadas quase em exclusiva dos trabalhos dos cuidados.

A falta de soberania política e a adjudicaçom à Galiza dum rol de capitalismo periférico baseado na terciarizaçom turística e o extractivismo (minaria, eólicas, biomassa...) fai ainda mais graves os efeitos da voracidade capitalista contra as nossas vidas e direitos.

Mas a imagem ficaria incompleta se nom contemplamos os dados mais prometedores: a classe trabalhadora galega demonstra nas últimas décadas umha capacidade de luita muito superior a outras latitudes: a peleja sindical livrada no sector da sanidade, nas ambulâncias, em Alcoa, em Sogama..., por citarmos apenas casos recentes, som a demonstraçom palpável desse potencial, reforçado pola participaçom decidida do sindicalismo nacionalista, e confirmado por sucessos da classe obreira em múltiplos conflitos.

Ainda, precisamos passos adiante muito mais valentes e decisivos para poder mudar as tornas: os nossos problemas estruturais só podem abordar-se com a constituiçom dum Estado galego dirigido pola classe trabalhadora; esta meta, ainda afastada, precisa da construçom dum movimento e dumha força política nitidamente independentista e socialista que dea perspectiva às luitas sectoriais, que canalize o descontentamento, que deslegitime qualquer crença ingénua na possibilidade de mudanças profundas através do eleitoralismo e a política institucional. Nessa tarefa anda embarcada Causa Galiza através do Processo Trevinca, ponhendo ao mesmo tempo toda a sua energia militante nos conflitos que livra o povo que nom se rende.

VIVA A LUITA DA CLASSE TRABALHADORA!
INDEPENDÊNCIA E SOCIALISMO!