Causa Galiza solicita o voto no BNG nas eleiçons ao Parlamento da CAG

Mantendo a pauta defendida nos últimos processos eleitorais, e dada a impossibilidade de articular neste momento umha proposta independentista para a luita eleitoral, que deverá emerger a curto ou meio prazo, Causa Galiza solicita de novo ao povo galego o voto no BNG nas eleiçons ao Parlamento colonial de 12 de julho em base às seguintes razons:

1. A continuidade de Alberto Núñez Feijóo à frente da administraçom autonómica por mais um quadriénio é —na esfera institucional— o pior cenário imaginável para a Galiza e para o desenvolvimento do processo nacional. A teoria Quanto pior, melhor refuta-a a prática. Mesmo admitindo as evidentes limitaçons estruturais do quadro autonómico e da sua gestom por um tripartido com duas forças estatais, é politicamente ridículo equiparar esta opçom com a perpetuaçom do neofranquismo na Junta.

2. Feijóo é a aposta do Estado em 12-J. Importantes interesses empresariais ligados à espoliaçom colonial, grupos de comunicaçom como Grupo Voz e Prisa, Felipe VI, o fascismo explícito que aspira a co-gerir a CAG com o PP, etc. prefirem continuidade e certezas à "instabilidade" que associam a umha administraçom tripartida com forte peso nacionalista e hipotéticos desenvolvimentos conflituosos. O sacrifício do PSdeG no altar dos interesses de Estado e o acesso da CAG à nova normalidade em primeira posiçom com um discurso governamental laudatório da gestom de Feijóo som o prezo que abona o núcleo duro do PSOE por avalizar esta estratégia. Trata-se de perpetuar intacto o status quo atual e adiar quaisquer condiçons que facilitem a emergência da Galiza como terceiro sujeito político em liça com o Estado espanhol. Simultaneamente, o Estado prossegue pola via dos factos a deconstruçom nacional e a desestruturaçom social da Galiza. Expulsar Feijóo torna-se, pois, um repto coletivo do País para superar o longo ciclo neofranquista autonómico.

3. As três causas principais que motivam a nossa petiçom de voto no BNG som a necessidade de erradicar a asfixiante rede mafiosa que o PP assentou na Junta durante mais de 40 anos de regime autonómico, com graves consequências socioeconómicas e identitárias; a abertura de opçons para políticas reformistas que fortalezam o sujeito nacional e potencialicem níveis de conflituosidade com o Estado impensáveis no esquema atual, e, por último, a agudizaçom e decantaçom a meio prazo das contradiçons que arrastam historicamente amplos setores nacionalistas sobre tática, estratégia e políticas de alianças.

4. A nossa prioridade é construir um projeto político e umha estratégia independentistas que apostem num processo de ruptura democrática nacional com Espanha. É esta umha tarefa que enfrenta conhecidas dificuldades subjetivas e objetivas entre as que a repressom —com a nossa organizaçom pendente dum processo de ilegalizaçom de facto— nom é fator menor, mas à que convidamos as independentistas galegas e galegos que identificam a inviabilidade da soluçom da nossa questom nacional no Estado espanhol e assumem que a via ruturista é a única opçom para o povo galego.