Anexamos as saudaçons das organizaçons independentistas irmãs CUP e Sortu para o Dia da Pátria

Anexamos a continuaçom as saudaçons enviadas pola CUP (Candidatura d'Unitat Popular), dos Països Catalans, e por Sortu, de Euskal Herria, à manifestaçom independentista do Dia da Pátria convocada por Causa Galiza no passado sábado, e agradecemos o apoio a ambas organizaçons irmãs que, como a nossa, trabalham no desenvolvimento de processos de ruptura democrática nacional e independência para as respectivas naçons.

Saudaçom da CUP

Companheiros, companheiras, mandamos-vos este texto em nome da CUP em ocasiom do Dia da Pátria:

Desde os Països Catalans mandamos, em nome da CUP, um saúdo internacionalista a Causa Galiza e a todo o povo galego que hoje comemora o Dia da Pátria.

Um Dia da Pátria singular, que celebramos em médio da pandemia que pujo em evidência os pontos de crise dos Estados capitalistas e, em particular, do Estado monárquico espanhol. Na gestom dos últimos meses viu-se como a recentralizaçom pode passar fácilmente por acima do precário poder autonómico, um facto que já demonstrou a aplicaçom do artigo 155 contra a Catalunya. E, assim mesmo, também nestes meses de gestom da epidemia a oligarquia do IBEX mantivo-se intocável frente ao grosso do povo trabalhador que via cair os seus ingressos e impiorar a sua situaçom, como os trabalhadores e trabalhadoras de Alcoa cuja luita ressonou mais alá da Galiza.

Porque as crises amossam de forma mais clara as relaçons de poder, as relaçons de classe realmente existentes. E por isso hoje os povos, com os movimentos independentistas ao frente, devemos reafirmar-nos nos objetivos de ruptura democrática com o Estado espanhol, autodeterminaçom e construçom das nossas respectivas Repúblicas que ponham a vida no centro e que permitam o acesso do povo ao poder político e económico.

Viva Galiza Ceive!
Visca els Països Catalans!

Saudaçom de Sortu

Neste 25 de julho de 2020, Dia da Pátria Galega, Sortu saúda a Causa Galiza e a todos os galegos e galegas que trabalham por umha Galiza ceive, justa e soberana.

Este 25 de julho, Dia da Pátria Galega, celebra-se em condiçons excecionais. A pandemia da COVID-19 pujo em evidência a importância de pôr a vida no centro. As políticas neoliberais aplicadas durante décadas polos partidos que desmantelárom o Estado do bem-estar deixárom mui mermadas às instituiçons sanitárias e sociais.

Em Madrid, na Galiza ou em Euskal Herria pudemos ver as trabalhadores e trabalhadores da sanidade sem máscaras, nem batas, nem respiradores... enfrontando-se à pandemia nas piores condiçons possíveis. Vimos como as classes populares fôrom o motor da vida nesses empregos classificados como essenciais, os empregos precários e feminizados. Mentres, os responsáveis de todos esses recortes aplicados no ensino, na sanidade, nos direitos laborais... som agora os que reclamam maior participaçom do Estado na sociedade.

Esta crise sociosanitária, com graves consequências económicas e políticas, pujo em evidência a importância da soberania. Soberania política, económica ou alimentar, ter a capacidade de decidir é fundamental para fazer frente a situaçons deste calibre, mas também ao nosso dia a dia. Hoje, mais do que nunca, a soberania é un requisito imprescindível para ter os instrumentos necessários para gestionar os nossos recursos em base às nossas necessidades.

Embora por responsabilidade política e sanitária nom podemos assistir a esta mobilizaçom, queremos desde aqui amossar todo o nosso apoio e solidariedade. Nom podemos deixar passar a oportunidade para amossar o nosso apoio e solidariedade aos/às militantes de Causa Galiza e Ceivar que dentro de poucos meses enfrontan-se na Audiência Nacional a petiçons de cárcere e à ilegalizaçom das suas respectivas organizaçons. Queremos amossar a nosso rejeitamento às ilegalizaçons e à persecuçom das ideias políticas que pratica desde há décadas o Estado espanhol. Um Estado que encarcera ideias nom é um Estado democrático.

Desde Euskal Herria, um saúdo revolucionário a todos os galegos e galegas, a Causa Galiza e aos seus militantes.