Causa Galiza denuncia o terrorismo machista em 25-N

Desde Causa Galiza somamo-nos neste 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminaçom da Violência contra as Mulheres, às convocatórias dos movimentos feministas que luitam contra o terrorismo machista.

Segundo as cifras oficiais, som 1.074 mulheres as assassinadas polas suas parelhas ou ex-parelhas desde o ano 2003 no Estado espanhol; 51 no que vai de ano, 2 delas no nosso País.

Estas cifras só mostram a parte visível da violência, dumha parte desta violência. Ocultam as mulheres que seguem a viver cada dia com os seus agressores, as mulheres prostituidas, as vítimas de violaçons, agressons e acosos sexuais; ocultam as crianças assassinadas.

A dimensom e gravidade destas violências permite que falemos abertamente de terrorismo machista. Terrorismo naturalizado, invisibilizado, perpetuado e, em muitos casos, perpetrado polas próprias instituiçons, que exercem violência e desamparam às vítimas cada vez que permitem que desde elas se questione a existência deste terrorismo. Ou cada vez que umha vítima tem que percorrer um calvário de instâncias administrativas para dar conta da sua situaçom; cada vez que se emite umha sentença absolutória para um agressor, pondo em dúvida a veracidade da agredida com base na sua vestimenta, aparência, ou na sua atitude. Cada  vez que um protocolo para a atençom das vítimas falha. Cada vez que desde os meios culpabilizam e ponhem o foco nas mulheres. Cada vez que nom se detecta um caso por falta de formaçom e sensibilizaçom de quem tem essa responsabilidade.

É necessário que desde os poderes públicos se adotem medidas reais e eficaces, além das cerimónias institucionais que de pouco servem perante esta situaçom. Achamos urgente, neste contexto de sindemia, que se priorice a luita contra este terrorismo desde todos os âmbitos: sanitário, educativo, social, económico..., já que estamos a falar dumha violência estrutural que implica a toda a sociedade, e que a dia de hoje segue a tratarse como um problema privado.

Estamos juntas nesta luita. Nem um machista mais nem umha mulher menos!