Causa Galiza apela à vacinaçom massiva da sociedade galega como estratégia principal para frear a pandemia

Perante a evoluçom da pandemia na Galiza nas últimas semanas como fruto de decisons sanitárias, económicas e legislativas adotadas polo Governo espanhol e a sua terminal autonómica, com a profusom dos contágios e mortes e a imposiçom dumha excecionalidade permanente à vida social, política e económica, Causa Galiza quer pôr em comum com a cidadania galega as seguintes premissas:

1. A gestom governamental e autonómica da crise evidencia, à luz dos resultados tangíveis que dia após dia aparecem nos meios, um fiasco significativo. As medidas adotadas no mês de Natal já preanunciavam a situaçom atual. Semanas atrás denunciávamos como a priorizaçom dos interesses empresariais e económicos e a simulaçom dumha falsa normalidade por cima da contençom efetiva da pandemia só podiam dar pé a umha prolongaçom da situaçom atual e do sofrimento que carreja.

2. É evidente que, apesar da gravidade da situaçom, e da sua evoluiçom geral, nada essencial mudou nas políticas sanitárias do Executivo espanhol e, sobretudo, pois é quem tem a competência na matéria, da sua terminal autonómica. A terceira vaga, que é o produto das decisons adotadas anteriormente, vai-se desenvolver sob um sistema sanitário exausto onde se renunciou a implementar medidas radicais de reforçamento de pessoal, instalaçons e recursos através do investimento público.

3. O episódio das residências de maiores, com contágios massivos, mortes completamente evitáveis e brutais evidências da contradiçom existente entre negócio privado e serviço social, é a ponta do icebergue desta crise. O caso de Salvaterra de Minho é o resumo dessa prática homicida em nome do lucro. É absolutamente indefendível que, quase um ano após a proclamaçom do estado de alarme, a situaçom nas residências siga a ser a que é e que a Administraçom autonómica nom adotasse medidas de choque e iniciativas de tipo penal.

4. Dada a impossibilidade da aplicar medidas de contençom efetivas, que exigiriam umha parálise efetiva e duradeira da atividade empresarial e laboral e dos fluxos demográficos e comerciais, com o acompanhamento de medidas sociais e económicas efetivas para enfrentar a depressom socioeconómica que provocariam, avaliamos que a imunizaçom massiva da sociedade galega, que só é viável através dumha vacinaçom igualmente massiva, é a única medida realmente efetiva perante a situaçom.

5. Estamos plenamente cientes da contradiçom existente entre a defesa da saúde pública e os interesses económicos da big pharma e dos Estados da UE, e de como a investigaçom científica é mediada por ambos num jogo obsceno onde interesses comerciais e geopolíticos se imponhem aos epidemiológicos e sanitários. Contudo, só a imunizaçom social através da citada vacinaçom, a repotencializaçom do sistema sanitário público e a aplicaçom rigorosa de todas as medidas de proteçom e segurança sociais podem permitir imaginar o final da pandemia e evitar o agravamento do contexto sindémico em que já estamos mergulhadas.

Na Terra, em 10 de janeiro de 2021