Causa Galiza ante as Eleiçons Europeias 2014
O Povo Galego assistirá a um processo eleitoral à Eurocâmara no 25 de maio. Da organizaçom independentista e socialista Causa Galiza, que nom concorre com alternativa própria a esta cita, queremos estender quatro reflexons a respeito do 25-M:

A Eurocâmara é a expressom da institucionalidade que a oligarquia económica e financeira europeia -principalmente, alemá- desenhou para os povos do continente. É umha institucionalidade feita em funçom dos seus interesses de classe, com gravíssimas limitaçons competenciais, fortemente antidemocrática e edificada, precisamente, para garantir que as grandes decisons que afetam a vida dos povos e de milions de pessoas fiquem fora do alcanço da vontade democrática de ambos e submetidas a organismos como a Comissom Europeia, o BCE e o FMI, é dizer, utilizando a terminologia tam conhecida na Grécia e Portugal, a Troika.


Denota ingenuidade, falta de disposiçom para identificar as causas reais dos problemas, ou oportunismo eleitoralista, outorgar à presença galega nesta câmara o rol transcendental que nom tem, ou pretender resolver com ela as problemáticas que afetam as classes populares do nosso país. O Europarlamento é, no melhor dos casos, umha câmara para a resonáncia das luitas e reivindicaçons que se desenvolvem na Galiza, mas nel nom se joga hoje o nosso futuro.


3ª A superaçom da dependência e o empobrecimento maciço que afetam a maioria social galega exige a longo prazo abordar três ruturas imprescindíveis: a rutura com Espanha e a construçom dum Estado próprio através dum processo independentista que pivote na maioria social e a auto-organizaçom; a saída da Zona Euro e, em consequência, porque Moeda Comum e espaço europeu de circulaçom de capitais, mercadorias e pessoas som inseparáveis, o abandono da UE. Haverá quem riscar esta posiçom de maximalista, mas perguntamo-nos se é possível superar a dependência colonial e as suas sequelas, e alcançar umha democracia política e económica digna de tal nome na Galiza, permanecendo em Espanha, a Zona Euro e a UE.


4ª Ante este 25-M, Causa Galiza convida a militancia independentista a agir politicamente sob três eixos:


1. A denúncia e boicote ativo às opçons unionistas, que nesta ocasiom tenhem a desfaçatez, em dous casos, de apresentarem candidatos que som máximos responsáveis políticos por duas das tragédias coletivas mais dorosas vividas neste país: Miguel Arias Cañete, pola maré negra do Prestige de 2002 e a destruiçom sistemática do agro galego, e José Blanco López, polo massacre de Angrois de 2013 e a construçom dumha infra-estrutura antisocial e antiecológica como o AVE.


2. Causa Galiza acha legítimos em 25-M tanto o abstencionismo como o apoio pontual à coligaçom de forças independentistas e nacionalistas Os Povos decidem apesar de reconhecer na força galega presente nela as eternas e profundas ambigüidades estratégicas e contradiçons entre discurso e prática que a caracterizam. Em qualquer caso, excluimos do horizonte de possibilidades qualquer apoio à esquerda espanhola que pactuou com o fascismo a Transición e a unidade do Estado e hoje se disfarça de “opçom ruturista” e valedora do “direito a decidir”.


3. Cientes de que nom é no campo eleitoral que se joga o futuro deste país, animamos à militáncia nacionalista e independentista a construir a naçom dia após dia e estender a tomada de consciência nacional, a fortalecer a auto-organizaçom do povo e a luita nas ruas e a edificar, desde agora, a força e o poder popular capazes de impulsionar o nosso próprio processo independentista. É ai onde, com esforço e determinaçom coletivas, com os pés na Terra, mas sempre sem complexos, é possível avançar face a independência nacional e o socialismo.


Viva Galiza ceive!


D. M. Q. E.