Causa Galiza expom a sua posiçom política neste 1º de maio
A situaçom sócio-económica que suportamos as trabalhadoras e trabalhadores deste país e o conjunto das classes populares galegas é avondo clara como para que tenhamos agora que entreter-nos em exaustivas exposiçons de dados para denunciá-la. Evidencia-se em qualquer estudo e estatística e, sobretodo, padece-se dia após dia nas próprias carnes da maioria em forma de deterioraçom contínua das condiçons de vida e de trabalho -em especial, as das mulheres galegas-, precarizaçom da existência na mais ampla acepçom do termo, perda de direitos sócio-laborais, repressom, empobrecimento, despejos, suicídios, emigraçom juvenil maciça, etc.
O quadro geral é óbvio: a degradaçom generalizada das condiçons da existência da maioria social galega para que o Capital mantenha as suas taxas de ganho. Nom é no diagnóstico genérico do que sucede onde hoje encontramos divergências substanciais entre os sectores sociais e políticos que se proclamam “transformadores”, “de esquerda”; “soberanistas” e incluso “revolucionários” ou “independentistas”, mas nas estratégias concretas que se colocam acima da mesa para superar este presente de exploraçom e miséria.

Da organizaçom independentista Causa Galiza queremos compartilhar com as trabalhadoras e trabalhadores galegos, neste nosso dia, umha série de reflexons que sirvam para avançar na vereda da nossa plena emancipaçom, e permitam identificar, e separar, a meio da profunda confusom política atual, a estratégia a construir e executar para superar o horizonte de miséria a que nos condena o Estado espanhol, dos caudilhos da lábia fácil, dos que amagam com dar, mas nunca dam e dos que se refugiam no mantra paternalista de que “o povo nom entende” para evitar assumirem as suas responsabilidades com o País.

Em primeiro lugar, a chamada questom nacional galega: é impensável superar o colonialismo e a exploraçom capitalista na Galiza se, previamente, a maioria social deste país, através dumha fase histórica de conflito poliédrico com Espanha cimentado na mais ampla auto-organizaçom do nosso povo e na construçom de poder popular efetivo, nom é capaz de constituir-se em Estado independente, rachando com a dependência e dignificando a nossa condiçom.

Dizem alguns reformistas reácios a assumirem esta tarefa, que sabem dura e difícil, que “a independência nom o resolve todo”, que “agora, a luita é mundial”, ou que “os pequenos Estados som impotentes ante o gigante capitalista”. Perguntamo-nos, entom, que pode esperar do futuro umha naçom condenada ao estatus político de Comunidade Autónoma espanhola. Hoje, sem alcançarmos a independência nacional, a retórica da destruiçom do sistema atual é fogo de artifício e pura verborreia inofensiva. Temos pois que construir um amplo e plural bloco histórico popular decidido a travar umha luita sem quartel para sacodirmo-nos o jugo espanhol.

Por outra parte, resulta imprescindível desbotar as ilusons que vendem os reformismos das mais diversas cores sobre as possibilidades de imaginárias vias institucionais. Neste ponto, a possibilidade de distinguirmos os vendedores de fume de quem sim proponhem umha política ruturista é singela: nem o quadro autonómico, que foi submetido a umha sistemática erosom planificada por Espanha, fazendo-o ainda mais inútil do que sempre foi, nem os parlamentos espanhol ou europeu, oferecem à classe trabalhadora galega instrumentos efetivos para a resoluçom dos nossos problemas. Em todo o caso, tratamentos paliativos. Quem cifram um futuro de liberdade e justiça social para as galegas e galegos, ou simples soluçons ao inferno atual, apenas na conquista de amplas presenças parlamentares, estám diretamente a enganar-te. A pré-campanha das Europeias é um exemplo eloquente. Ocupar hoje áreas de poder institucional só pode ter validez prática se estas se subordinam a umha estratégia independentista unilateral e de rutura com o Estado espanhol.

Por último, necessitamos construir empoderamento social efetivo, poder popular quotidiano, povo organizado e presto para se defender dos taveirons com todos os meios necessários. Diz a letra do hino nacional que a Estima nom se alcança com um vil gemido brando e a afirmaçom é esclarecedora: se realmente queremos sortear o presente e o futuro de miséria, repressom e exploraçom que nos preparárom, isso só será factível dispondo da força e a determinaçom necessária da que só desfrutam os povos auto-organizados e tendo a capacidade para nos confrontar com a oligarquia espanhola e o seu Estado lá onde seja necessário.

A construçom dum projeto político e dum movimento de massas rumado à conquista da independência nacional da Galiza, como finalidade em si própria, e como única ponte possível face a construçom do socialismo, som as tarefas que temos acima da mesa quem militamos para que nos devolvam o roubado, para derrubar esta prisom. Hoje, afirmamos ante o melhor da classe trabalhadora da nossa Naçom, que o independentismo, apesar da repressom, apesar das dificuldades da travessia e apesar da confusom ambiental reinante nas fileiras nacionalistas, está disposto a desenvolver umha prática que ponha proa face a liberaçom nacional e social do País, sem seitarismos, contando com todos os braços dispostos para a tarefa e liberado dos lastres da correçom política e a tentaçom, hoje tam estendida entre os reformistas, de resetear o Estado espanhol em vez de rachar definitivamente as ataduras que nos ligam a ele.



Viva Galiza ceive!
                                                                                                                                                             
DMQE