Causa Galiza expom a sua posiçom política neste 17 de maio, dia das Letras Galegas
Qualquera diagnose rigorosa da situaçom do Galego após 35 anos de autonomia nom dá pé para festejos. Os dados sobre a sua regressom estám à vista. Podemos dizer que o projeto estratégico de assimilaçom plena avança desde a Transición a velocidades que envejariam quem em 1936 ordenavam ao nosso povo a ponta de fusil No sea bárbaro. (…) hable nuestro idioma oficial. Enquanto, as meritórias resistências construidas polo nacionalismo popular e o independentismo, embora ralentizárom o processo, fôrom insuficientes para freá-lo e inverti-lo.
 

A foto fixa da situaçom ainda consola muitas pessoas conformistas ou irreflexivas, mas a realidade é que as tendências predominantes som gravíssimas e a culminaçom do extermínio lingüístico iniciado na Doma y Castración del Reino de Galicia deixou de ser um cenário futurista para se converter numha possibilidade real em apenas três ou quatro geraçons.


O forte complexo de inferioridade que ainda padece este povo como fruto do colonialismo, a expansom graças ao nacionalismo hegemónico de teses conciliadoras com o espanhol que substituírom o pedagógico conflito lingüístico pola retórica suicida do bilingüísmo harmónico e a relaxaçom do trabalho de construçom nacional som, da parte galega, causas relevantes da situaçom. Também, a crença falsa socializada com sucesso pola pequena burguesia nacionalista de que a salvaçom do Galego dependeria da gestom dumha ruim administraçom autonómica.


Temos a conviçom de que só o avanço e a culminaçom dum processo independentista de massas e a constituiçom dum Estado próprio salvarám o Galego. O quadro jurídico-político atual condena-o à subordinaçom, o esmorecimento e a extinçom entre festejos anuais do Dia das Letras. Se o idioma sobrevive será só porque disponha de recursos legislativos, políticos e económicos para recuperar a hegemonia social que mantivo durante séculos.


Junto à reativaçom do processo independentista, devemos implementar também tácticas e projetos que permitam resistir, consolidar com vocaçom expansiva certas áreas blindadas de monolingüísmo social, tensionar conscientemente o conflito em toda a parte para visibilizar o processo de assimilaçom, reativar o tecido associativista de base pró Galego, estigmatizar e combater a presença do espanhol e afortalar a consciência nacional da maioria social que, afinal, é o factor chave das soluçons. Neste esquema de supervivência lingüística, que coloca a responsabilidade sobre as massas galegas, a presença institucional já nom é a ansiada varinha mágica, mas umha alavanca a utilizar para colocar recursos públicos ao serviço do hegemonia social do Galego e estimular a insubmissom lingüística ao quadro juridico.


Sabemos que nom há convivência possível: ou o Galego resiste, sobrevive e alcança a sua plena hegemonia social da mao da normalizaçom política da Naçom, ou desaparece como fruto dum povo exausto. A responsabilidade está no telhado do Povo Galego, de todas e cada umha e cada um de nós. Luita, ou resignaçom. Rutura com Espanha, ou conciliaçom covarde. Dignidade, ou complexo e submissom. Galego, ou espanhol. Galiza, ou Espanha. Em todas as disjuntivas, a nossa será sempre a primeira opçom.



Na Terra, em 17 de maio de 2014