Causa Galiza valoriza o decurso das reunions entre agentes políticos nacionais dos dias 5 e 6 de junho
Umha delegaçom de Causa Galiza participou em 5 e 6 de junho nas reunions celebradas com outros agentes políticos galegos para estudar a possibilidade –proposta polo BNG- de lançar umha iniciativa conjunta de mobilizaçom pola rutura democrática para domingo 8 de junho.

Anova, BNG, Compromisso por Galicia, Ecosocialistas, Esquerda Unida, NÓS-Unidade Popular e PCPG fôrom as outras forças que participárom nestes encontros que, afinal, nesta ocasiom, nom lográrom o seu objetivo. A respeito destes, e dadas as inexactitudes dos distintos relatos mediáticos sobre a questom, Causa Galiza quer fazer públicas as seguintes informaçons e valorizaçons:


1º Acudimos a ambas reunions com o desejo de alcançar um mínimo comum para chamar à mobilizaçom popular num formato nom partidarista por volta da reivindicaçom da rutura democrática, o direito de autodeterminaçom e a República Galega, estacionando as óbvias divergências e contradiçons existentes entre os agentes presentes na mesa e com vontade construtiva e consciência de que o momento atual necessita unir forças ante a acelerada espanholizaçom da vida social e política do país e o desafio unionista da esquerda espanhola. Esta vontade mantém-se intacta e fai parte também da nossa proposta de que neste Dia da Pátria as forças soberanistas galegas converjam numha única manifestaçom nacional.


2º A proposta de manifesto para esta mobilizaçom ofertada polo BNG foi questionada por nós por dous motivos: a ambigüidade a respeito da República reivindicada e a alusom fora de toda lógica soberanista à necessidade de “caminhar para um Estado que sob a forma republicana, reconheça inteiramente o seu carácter plurinacional, pluricultural e plurilingüístico”. Valorizamos que esta redaçom equívoca pretendia a convergência na rua da “esquerda ruturista” espanhola e o soberanismo galego, evitando assim um contraste da capacidade mobilizadora de ambos projetos que fosse eventualmente desfavorável para o segundo visto o processo de espanholizaçom acelerada de que falavamos.


3º Anova apresentou um alto nível de sintonia com EU-IU nos dous encontros, procurando rebaixar ainda mais o já ambíguo carácter soberanista do texto e favorecendo a unidade de açom com o espanholismo. O secretário geral do PCG, Carlos Portomeñe, chegou a afirmar que “a autodeterminaçom [da Galiza] divide” e rechaçou a constituiçom dumha República Galega por inviável se Espanha nom racha com a sua monarquia.


4º Causa Galiza rechaçou a unidade de açom com IU, que é co-responsável do atual regime constitucional espanhol, da política de pactos sociais contra a classe operária galega e das tentativas de inciar a persecuçom do independentismo galego a nível da UE. Aliás, criticamos a cerimónia da confusom consistente em chamar o Povo Galego a saír para a rua por umha República cuja condiçom nacional se vela e um “direito a decidir” que se interpreta de maneira ambivalente: sobre o regime político de Espanha ou sobre o estatus político da naçom galega.


5º Desde a humildade desta pequena força política independentista, manifestamos a nossa sincera disposiçom para seguir explorando, umha e mil vezes, a unidade de açom dos agentes políticos, sindicais e sociais soberanistas, convencidas e convencidos de que a rutura democrática na Galiza só é factível através dum processo que suponha o reconhecimento e o exercício efectivo do direito autodeterminaçom e a constituiçom da República Galega. Neste sentido, propomos novamente a celebraçom neste Dia da Pátria dumha única mobilizaçom nacional em defesa da soberania nacional e a República Galega.



Na Terra, em 8 de junho de 2014