Causa Galiza rende homenagem a Moncho Reboiras no 39º aniversário da sua execuçom
Cumpre-se agora o 39º aniversário da execuçom extra-judicial por agentes da Polícia espanhola do dirigente independentista galego José Ramom Reboiras Noia no portal do nº 27 da rua da Terra em Ferrol. Dirigente político, ativista sindical, dinamizador do tecido cultural galego e combatente armado que desde 1974 punha as bases da Frente Militar da UPG, Moncho Reboiras concentrava na sua pessoa excepcionais qualidades políticas, organizativas e humanas.

Fôrom precisamente estas qualidades extraordinárias, a sua generosa posta a disposiçom do processo de liberaçom nacional e a claridade ideológica do dirigente independentista galego na construçom dumha estratégia integral de confrontamento com Espanha, as que possibilitárom, sob a clandestinidade e num cenário social inicialmente a ermo, sentar as bases para o veloz desenvolvimento da consciência nacional galega e a auto-organizaçom popular nos anos posteriores.


O assassinato de Reboiras foi pois –como certificam recentes investigaçons- umha operaçom policial planificada para a sua eliminaçom física, seguindo a constante do regime espanhol desde 1936 consistente em aniquilar toda modalidade de oposiçom real. Logo, a repressom contra a UPG, detençons, torturas, cárcere, exílio e, também, sobretodo, o espertar à luita dumha nova geraçom de galegas e galegos iluminada polo exemplo limpo de Moncho Reboiras e a certeza de que o dirigente assassinado era “semente de vencer”.


Exemplos e contradiçons


Seria um exercício fútil de prospectiva definir como evoluiria o projeto nacionalista após 1975 se um dirigente essencial como Reboiras seguisse pilotando a sua construçom. Contodo, é umha certeza absoluta que Rianxo albiscava um projeto de liberaçom nacional que conciliava todos os métodos de luita, rechaçava o gradualismo autonómico e perspetivava o conflito poliédrico com Espanha como via para a resoluçom da nossa questom nacional.

Em anos posteriores à sua execuçom, seguindo a prática comum de ocultar ou marginalizar aspectos da sua vida e obra incómodos para a historiografia nacionalista oficial, tratou-se de utilizar a figura de Reboiras para legitimar tácticas contraditórias como a reivindicaçom do Estatuto de Naçom, a Declaraçom de Barcelona ou o Estado (espanhol) plurinacional, assim como umha estratégia geral alonjada da política de rutura com o Estado espanhol.


Reboiras vive


“Nom é tempo de sermos timoratos”, anunciava em 2012 um destacado dirigente nacionalista numha declaraçom nom isenta de certa auto-denúncia velada durante a homenagem a Moncho Reboiras. Realmente, nunca é tempo para timoratismos numha naçom que avança na recta final da sua destruiçom. A mesma determinaçom e coragem que todas as patriotas galegas e galegos identificamos em Reboiras nas circunstáncias adversas em que combateu som agora imprescindíveis para viabilizar o nosso projeto nacional.


Hoje, a melhor maneira de homenagear para além do formalismo e a retórica esvaziada de factos a trajectória de Moncho Reboiras é contribuir para desenvolver o conflito com Espanha para a nossa liberaçom nacional e social, construir um projeto político independentista e ruturista e afortalar a unidade de açom pola rutura democrática e a independência nacional com os sectores sociais e políticos dispostos a avançar nesta direçom.


MONCHO REBOIRAS, A LUITA CONTINUA!

DENANTES MORTOS QUE ESCRAVOS!

VIVA GALIZA CEIVE!